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28/JUN
às 20h (terça-feira)

PALESTRANTES

Noemia Barradas

arquiteta e urbanista

Núbia Melhem Santos

pesquisadora, professora e editora

Pablo Castellar

diretor artístico do FIMA

____

PROGRAMA

Orquestra Sinfônica de Barra Mansa

 

Solistas

Angelica de La Riva (soprano)

Homero Velho (barítono)

Regência

Anderson Alves

FRANCISCO BRAGA (1868-1945)

Episódio Sinfônico

COMPOSIÇÃO: 1898

DURAÇÃO: 6 min

 

CAMILLE SAINT-SAËNS (1835-1921) 

Mon couer s’ouvre à ta voix, da ópera Sansão e Dalila

COMPOSIÇÃO: 1877

DURAÇÃO: 6 minutos

 

CHRISTOPH W.GLUCK (1714-1787)

Dança dos Espíritos Abençoados

COMPOSIÇÃO: 1774

DURAÇÃO: 3 minutos

 

RICHARD STRAUSS (1864-1949)

4 Lieder, Op.27

  1. Morgen!

COMPOSIÇÃO: 1894

DURAÇÃO: 4 Minutos

 

ABERTO NEPOMUCENO (1864-1920)

Amo-te Muito  (orquestração: Anderson Alves)

Epitalâmio

COMPOSIÇÃO: 1894/1895

DURAÇÃO: 8 min

 

CHIQUINHA GONZAGA (1847-1935) 

Valsa da Saudade  (Orquestração: Paulo Aragão)

COMPOSIÇÃO: 1896

DURAÇÃO: 6 min

 

MANUEL DE FALLA

El Sombreiro de Três Picos

Parte II 

  1. Danza Final

COMPOSIÇÃO: 1919

DURAÇÃO: 6 min

 

INTERVALO 

 

HEITOR VILLA-LOBOS (1887-1959) 

Bachianas Brasileiras No.5  

Ária (Cantilena)

COMPOSIÇÃO: 1938

DURAÇÃO: 6 minutos

 

HEITOR VILLA-LOBOS (1887-1959) 

Bachianas Brasileiras No.2

  1. Toccata (O Trenzinho do Caipira)

COMPOSIÇÃO: 1930

DURAÇÃO: 4 minutos

 

GIACOMO PUCCINI

Vissi d’arte, da ópera Tosca

COMPOSIÇÃO: 1900

DURAÇÃO: 3 minutos

 

GIUSEPPE VERDI (1813-1901) 

O Patria Mia, da ópera Aída

COMPOSIÇÃO: 1871

DURAÇÃO: 5 minutos

 

CAMILlE  SAINT-SAENS (1835-1921) 

Airs de Ballet, da peça Parisátide 

  1. Allegro ma non tropo

COMPOSIÇÃO: 1901

DURAÇÃO: 2 minutos

 

JULES MASSENET (1842-1912) 

Te Souvens Tu Du Lumineux Voyage, da ópera Thaís

COMPOSIÇÃO: 1894

DURAÇÃO: 4 minutos

 

FRANZ LEHÁR (1870-1948) 

Lippen Schweigen, da ópera Viúva Alegre

COMPOSIÇÃO: 1905

DURAÇÃO: 3 minutos

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Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Endereço: Praça Floriano, s/nº | Cinelândia, Rio de Janeiro. 

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Foto: Vânia Laranjeira

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Foto: Paulo Santos

NOTA DE PROGRAMA

Uma das mais importantes casas de espetáculo da América do Sul. A joia mais exuberante da arquitetura eclética desenvolvida no Rio de Janeiro no início do século XX. Uma obra executada com os materiais mais nobres importados da Europa que, em sua arte decorativa, contou com a participação dos mais importantes pintores e escultores de seu tempo. Este é o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que neste concerto apresentamos em sua própria cena como protagonista de um espetáculo inédito que oferece um diálogo entre a arquitetura, a arte decorativa e a história deste emblemático edifício e a música. Para isso, contaremos com a participação da soprano Angelica de la Riva, do barítono Homero Velho e da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa sob regência do maestro Anderson Alves. Já os comentários ficarão a cargo da pesquisadora, professora e editora Núbia Melhem, autora do livro "Theatro Municipal, um século em cartaz”, da arquiteta e urbanista Noemia Barradas, que coordenou a parte técnica da obra de restauro do Theatro Municipal de 2009 a 2012, e do diretor artístico do FIMA, Pablo Castellar. O concerto ainda terá a participação especial de membros de orquestras e bandas sociais da cidade de Itaguaí que participaram das masterclasses do FIMA nos meses de abril e maio de 2022. 

 

Daremos início ao espetáculo com a apresentação do Episódio sinfônico, de Francisco Braga. Composto em 1898, a obra nos transportará à virada do século XX, momento em que se empreende a grande reforma urbana e sanitária na capital federal promovida pelo prefeito Francisco Pereira Passos. Após a apresentação musical iremos projetar no ciclorama do TMRJ os primeiros comentários elaborados por nossos palestrantes sobre este tempo, no qual nossa jovem república, inspirada na grande renovação urbana de Paris de meados do século XIX, ansiava por dar também à sua capital uma feição moderna. Uma transformação que abrirá o caminho para a construção do Theatro Municipal em 1905, ainda sob a gestão de Passos, e que em sua inauguração em 14 de julho de 1909 também apresentará uma composição de Francisco Braga, Inmsominia

 

Sua arquitetura eclética foi resultado da fusão dos dois projetos que ficaram empatados na concorrência pública para a escolha do projeto arquitetônico, ambos inspirados na Ópera de Paris. O primeiro chamado de "Aquilla", do engenheiro Francisco de Oliveira Passos, que era filho do então prefeito Pereira Passos, e o segundo, intitulado "Isadora", do arquiteto francês Albert Guilbert, vice-presidente da Associação dos Arquitetos Franceses.

 

Para celebrar este caráter eclético intercalamos nossa programação musical com mais comentários ilustrados em conteúdo audiovisual que seguirá a ordem de uma visita guiada pelo Theatro Municipal com início na entrada frontal, passando pelo foyer do balcão nobre, a sala de espetáculos e terminando no Salão Assyrio.

 

Este passeio multissensorial terá início no foyer de entrada do Theatro onde as estátuas de bronze que celebram a dança e a poesia de Raoul Verlet serão refletidas em uma música que ecoa a Belle Époque e o Art Nouveau, na ária Mon coeur s’ouvre à ta voix, da ópera Sansão e Dalila, de Camille Saint-Saëns,

na voz de Angelica de la Riva.

 

Dialogando musicalmente com a estátua da “Verdade", em mármore de Carrara, de Jean Antoine Injalbert, o ideal grego de beleza se junta à dança e à poesia das estátuas de Verlet em Dança do Espíritos Abençoados, da ópera Orfeu e Eurídice, de C. W. Gluck. Uma música que evoca a dança, a poesia e a verdade absoluta do amor de Orfeu por Eurídice, uma verdade que nutre o artista na sua criação, na sua arte e no seu viver.

 

E nesse espírito subiremos ao foyer do balcão nobre e nos depararemos com o enorme painel de Eliseu Visconti. Entraremos no universo do pontilhismo impressionista do pintor com os movimentos En bateau (Andantino) e Cortège (Moderato) da Petit Suíte, de Claude Debussy. Aqui, também apreciaremos os três grandes vitrais alemães desenhados por Feuerstein e Fugel, com suas deusas da dança, do drama e da música. Vitrais que novamente nos transportam, assim como nas estátuas de Verlet, para o Rio da Belle Époque. Aqui, ouviremos Morgen!, a última das quatro canções de 4 Lieder, Op.27, de Richard Strauss, celebrando a luz do sol que faz brilhar todo o esplendor de sua beleza. 

 

Ao apreciarmos as obras de Rodolfo Bernardelli e Henrique Bernardelli lembraremos de um dos mais importantes compositores brasileiros deste período, Alberto Nepomuceno. O compositor, que ao se mudar para o Rio de Janeiro, morou na residência da família desses mesmos artistas. No campo literário, os movimentos romântico, simbolista e naturalista, em voga na Europa, assim como a arquitetura e a arte decorativa, também influenciavam diversos escritores brasileiros, como Olavo Bilac, Machado de Assis, Aluísio Azevedo, Coelho Neto e Antônio Sales. Com letra deste último, ouviremos Epitalâmio e sobre versos do escritor português João de Deus ouviremos Amo-te Muito.

 

Em seguida, ao olharmos o piano de Chiquinha Gonzaga, neste mesmo foyer lembraremos desta grande compositora brasileira apresentando sua valsa Saudade, escrita quando do falecimento do compositor Carlos Gomes, com arranjo do compositor Paulo Aragão. Finalizaremos a primeira parte desse programa lembrando dos painéis de danças de Rodolfo Almoedo nas rotundas do Theatro Municipal. Para isso, seleccionamos o último movimento de El Sombrero de Três Picos, de Manuel De Falla. 

 

Daqui entraremos na Sala de Espetáculos, onde observaremos a grande reforma de 1934. Serão projetadas imagens antigas comparando as alterações feitas neste período. Aqui, será ecoado e celebrado o Modernismo e seu compositor maior, Heitor Villa-Lobos. Iniciaremos com o primeiro movimento Ária (Cantilena), da Bachianas Brasileiras nº 5 para oito violoncelos, novamente com Agelica de la Riva. Em seguida, ouviremos o quarto movimento Tocata (O trenzinho do caipira), da Bachianas Brasileiras Nº 2.

 

Antes entrarmos no Salão Assyrio, ainda em seu saguão de acesso, apreciaremos os painéis em mosaicos do italiano Gian Domenico Facchina em especial os oito quadros que representam cenas de óperas e peças famosas da dramaturgia universal. Um delas é a cena onde Tosca está com Scarpa e canta a ária Vissi d’arte, da ópera de Giacomo Puccini.

 

Já no Salão Assyrio, faremos uma viagem no tempo pelo Oriente Médio. Primeiro iremos ao Egito de O Patria Mia, da ópera Aída,  depois chegaremos à Pérsia com Airs de Ballet, Allegro ma non troppo, da música incidental da peça teatral Parisátide, de Camille Saint-saens. Parisátide foi uma poderosa rainha persa, filha de Artaxerxes I, imperador da Pérsia e da Babilônia. Ainda teremos a ária para soprano e barítono Te souviens tu du lumineux voyage, da ópera Thais, de Jules Massenet, para um libreto em francês de Louis Gallet. A ópera conta a história de Athanaël, um monge cenobita que tenta converter Thaïs, uma cortesã de Alexandria e devota de Vênus, à cristandade. Encerramos nossa viagem com uma mensagem de amor ao Theatro Municipal apresentando a Lippen Schweigen, da ópera Viúva Alegre, de Franz Lehár, e um encore supresa, onde serão convidados para subir ao palco e tocar junto com a OSBM jovens músicos que participaram das aulas de música oferecidas pelo FIMA na cidade de Itaguaí. 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Um dos mais imponentes e belos prédios do Rio de Janeiro, o Theatro Municipal, inaugurado em 14 de julho de 1909, é considerado a principal casa de espetáculos do Brasil e uma das mais importantes da América do Sul. Sua história mistura-se com a trajetória da cultura do País. Ao longo de pouco mais de um século de existência, o Theatro tem recebido os maiores artistas internacionais, assim como os principais nomes brasileiros, da dança, da música e da ópera.

A ideia de um teatro nacional com uma companhia artística estatal já existia desde meados do século XIX e teve em João Caetano (1808-1863), entusiasta do teatro brasileiro, além empresário e ator de grande mérito, um de seus mais contundentes apoiadores. O projeto, no entanto, só começou a ganhar consistência no final daquele século, com o empenho do nosso ilustre dramaturgo Arthur Azevedo (1855-1908). A luta incansável de Azevedo foi travada nas páginas dos jornais e acabou por trazer resultados. Lamentavelmente, no entanto, ele não viveu o suficiente para ver seu sonho concretizado, morrendo nove meses antes da data da inauguração.

O Prefeito Pereira Passos – cuja reforma urbana iniciada em 1902 mudou radicalmente o aspecto do Centro do Rio de Janeiro – retomou a ideia e, em 15 de outubro de 1903, abriu uma concorrência pública para a escolha do projeto arquitetônico. Encerrado o prazo de inscrições, em março de 1904, foram recebidas sete propostas. Os dois primeiros colocados ficaram empatados: o projeto denominado Áquila, em que o autor “secreto” seria o engenheiro Francisco de Oliveira Passos, filho do prefeito, e o projeto Isadora, do arquiteto francês Albert Guilbert, vice-presidente da Associação dos Arquitetos Franceses.

O resultado do concurso causou uma forte polêmica na Câmara Municipal, acompanhada pelos principais jornais da época, em torno da verdadeira autoria do projeto Áquila, suspeito de ter sido elaborado pela seção de arquitetura da Prefeitura, e do suposto favoritismo de Oliveira Passos. O projeto final foi o resultado da fusão dos dois premiados, uma vez que ambos correspondiam a uma mesma tipologia, inspirada na Ópera de Paris.

Após as alterações, o prédio começou a ser erguido em 2 de janeiro de 1905, com a colocação da primeira das 1.180 estacas de madeira de lei sobre as quais está assentado. Em 20 de maio daquele ano foi disposta a pedra fundamental.

Para participar da decoração, foram convocados alguns dos mais ilustres e consagrados artistas da época, como Eliseu Visconti, Rodolfo Amoedo e os irmãos Bernardelli. Também foram recrutados artesãos europeus para a criação dos vitrais e mosaicos. As obras começaram em ritmo acelerado, com 280 operários revezando-se em dois turnos. Em pouco mais de um ano, já era possível visualizar a suntuosidade aliada à elegância e beleza da construção do futuro teatro.

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com capacidade para 1.739 espectadores, foi inaugurado pelo Presidente Nilo Peçanha e pelo Prefeito Sousa Aguiar no dia 14 de julho de 1909, quatro anos e meio após o início das obras.

No início, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro recebia, principalmente, companhias de ópera e dança vindas em sua maioria da Itália e da França. A partir da década de 30, passa a contar com seus próprios corpos artísticos: Orquestra Sinfônica, Coro e Ballet, que permanecem até hoje responsáveis pela realização das temporadas artísticas oficiais.

Desde sua inauguração, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro teve quatro grandes reformas: 1934, 1975, 1996 e 2008. A primeira delas aumentou a capacidade da sala para 2.205 lugares e, apesar da complexidade da obra, foi realizada em três meses – atualmente, o Theatro conta com 2.252 lugares. Em 1975, foram realizadas obras de restauração e modernização e, no mesmo ano, foi criada a Central Técnica de Produção. Em 1996, iniciou-se a construção do edifício Anexo com salas de ensaios para o Coro, Orquestra Sinfônica e Ballet. A reforma iniciada em 2008 e concluída em 2010 concentrou-se na restauração e modernização das instalações.

Atualmente, com 112 anos de serviços prestados à cultura nacional, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro se mantém como uma das principais casas de espetáculo do país.

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28jun

Fotos

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