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Igreja da Nossa Senhora da Glória do Outeiro

A Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro é um símbolo da paisagem da cidade do Rio de Janeiro. Colocada de forma privilegiada no alto de uma colina, essa pitoresca igreja já foi retratada por diversos pintores como Taunay e Debret.

 

O cerro,  situado à beira-mar, era conhecido como Morro de Uruçumirim. Invasores franceses, com a missão de fundar a colônia da França Antártica no Rio, haviam se instalado inicialmente Ilha de Villegaignon em 1555, na época Ilha de Serijipe.  Porém, cinco anos depois, após serem expulsos pelo exército do Governador-Geral do Brasil, Mem de Sá, se refugiaram nesta colina.

 

Foi em 1567, justamente no antigo outeiro de Uruçumirim que aconteceu a batalha derradeira dos portugueses contra os invasores franceses. Nela, Estácio de Sá é atingido por uma flecha envenenada, morrendo dias depois.

 

A primeira capela construída nesta elevação data de 1671 em devoção a Nossa Senhora da Glória por António da Caminha.  A igreja só seria construída a partir de 1714 e em 1739, se concluem as obras e é fundada a Irmandade que leva o seu nome. 

 

Mas é com a vinda da Família Real Portuguesa em 1808 que  a Igreja da Glória assume um protagonismo importante se tornado o local de batismo de todos os membros da Família Imperial.  Finalmente em 1839, recebe de D. Pedro II o título de "Imperial" Irmandade da Nossa Senhora da Glória do Outeiro.

 

Atribuí-se ao Tenente-coronel José Cardoso Ramalho o desenho da planta deste templo com dois octógonos irregulares, alongados e interligados. A igreja possui capela-mor com corredor lateral, sacristia ao fundo e três altares. O pórtico da entrada é formado por três arcos em cantaria e sobre ele está a única torre, de formato quadrangular, com sineiras para cada face.

 

Os painéis da igreja de Nª Sª da Glória, do Outeiro são atribuídos ao mestre ceramista Valentim de Almeida. Chamam a atenção pelos seus desenhos monocromos azuis sobre fundo branco.

 

O tema destes painéis, tanto os da nave como os da capela-mor, foi interpretado inicialmente por Frei Pedro Sinzig, como sendo o da história bíblica de Tobias que, guiado pelo anjo Rafael, viaja à procura de um remédio que cure a cegueira do pai.   J. M. dos Santos Simões, no entanto, identificou-o como “O Cântico dos Cânticos”, do Antigo Testamento, um tema recorrente em Portugal.  

 

Na sacristia e nos corredores, o tema geral é o lazer fidalgo.  Cavalheiros, bem vestidos, caminham por parques, contemplam paisagens à beira d’água, passeiam a cavalo ou participam de diversos gêneros de caçada.

Praça Nossa Senhora da Glória, nº 26 – Glória  

Rio de Janeiro

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