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Casarão do Sahy

Um dos patrimônios históricos de destaque em Mangaratiba, por sua opulência, o prédio do antigo “Engenho do Gago”, vem encantando todos que visitam o condomínio “Reserva do Sahy”. O imóvel, denominado como “Casarão do Sahy”, foi construído por Manoel Antunes Susano, em 1771, e se destacou como um grande engenho de açúcar e de aguardente, no final do século XVIII, e, somente, como produtor de aguardente até a Abolição da Escravidão (em 1888). Atrás do casarão, ainda subsiste resquícios do aqueduto que canalizava a água da “cachoeira do Gago”, até a grande roda d’água que movimentava a engenhoca de moer cana.

 

A antiga construção possuía dois andares. Ou seja era um prédio assobradado, com o segundo andar todo estruturado em madeira, como era comum na época.

 

O nome “Engenho do Gago” se deve ao fato do estabelecimento estar localizado em terras registradas como “Praia de João Gago”.

Consta em registros de compra e venda, em testamentos e inventários, que, durante o período escravocrata, este engenho pertenceu às famílias Susano, Araújo, Montebello Bondim e Pimenta. Consta também que, além da produção de açúcar e cachaça, o estabelecimento produziu farinha e fubá.

Em 1877, a Câmara Municipal de Mangaratiba enviou um ofício à Província do Rio de Janeiro, comunicando que o município possuía sete fábricas de aguardente de cana, sendo as mais notáveis, a do Sahy de Carlos Antonio Pimenta (Engenho do Gago) e a do Saco, dos herdeiros do finado Henrique José Teixeira (Engenho da Cachoeirinha).

 

A sede administrativa do antigo “Engenho do Gago” ficava localizada na praia do Sahy, onde se se encontra o maior sítio histórico de Mangaratiba, um grande complexo arquitetônico em meio a Mata Atlântica que encanta a todos que por ali passam, por sua beleza e seus mistérios. Pesquisas históricas e arqueológicas apontam que dentro do grande complexo arquitetônico funcionava (atual casarão de pedra) com um porto particular de escoamento de café, de cachaça e de desembarque de negros africanos escravizados, uma casa de produção de farinha, lojas comerciais, trapiche, oratório, cemitério, grandes senzalas, barracões para guardar canoas, luxuosas casas de moradias assobradadas, área fechada com muros fortificados, rua calçada com pedra pé de moleque etc. As pesquisas apontam também que um sofisticado sistema de canalização das águas do Rio Sahy passava por dentro da propriedade.

 

Segundo a história oral, nesse canal eram desembarcados os negros escravizados que vinham da ilha de Marambaia. Contam também, que dentro desse grande complexo arquitetônico eram realizados os abomináveis leilões de negros subjugados à escravidão e após as negociações, os mesmos eram levados pela trilha “Sahy-Rubião”, para as fazendas de café de São João Marcos e demais localidades de serra acima.

 

O movimento dessa antiga estrada de tropa era tão grande que, em 1822, foi estabelecida no alto do morro do Pouso Triste, um bateria com dois canhões, para garantir a proteção das riquezas, que por ali circulava, e dar combate aos possíveis ataques de portugueses contrários à Independência do Brasil.

 

Tão marcante é a presença da memória da escravidão no Sahy, que a maior lenda do município é a Lenda da Pedra do Banquete, também conhecida como Pedra da Conquista.

 

Reza a lenda que num ato de revolta, os escravizados que trabalhavam no sahy, mataram o feitor da fazenda, roubaram alimentos e bebidas na dispensa da casa grande e foram fazer um grande banquete em cima dessa pedra. Cantaram e dançaram a noite toda. Ao terminar a festa, amarraram-se com cipó e juntos pularam da pedra, cometendo um suicídio coletivo para conquistar a tão sonhada liberdade.

 

Atualmente, no casarão histórico do antigo “Engenho do Gago” funciona a sede social do condomínio Reserva do Sahy.  O importante patrimônio possui registro no IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e, faz parte do inventário do INEPAC (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural).

Endereço: Rodovia Rio-Santos km 428

Mangaratiba, Rio de Janeiro
CEP: 23860-000

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